Tabata Amaral: Eu quero pedir a vocês que deem um voto pelas crianças que ainda não nasceram, pelas que merecem ter o pai, nos primeiros dias, para construir um vínculo; um voto pelos pais que não têm ideia de como vão aprender a fazer isso, que estão morrendo de medo, que também estão inseguros, e que, muitas vezes, são agressivos porque não sabem lidar com aquele sentimento.
Tabata Amaral: Votem, não olhando para como vocês fizeram, para como fizeram com vocês, mas votem por essas famílias, para que elas possam ter um pouco mais de tempo, de espaço para se acostumarem, para lidarem com essas mudanças, para investirem em suas famílias.
Eu poderia ter listado todos os dados de que isso vai ser melhor para a saúde mental da mulher, de que vai ser melhor para a saúde mental do homem, de que vai ser mais lucrativo para as empresas, de que essa mãe vai conseguir voltar com mais facilidade, de que essa família vai estar mais fortalecida contra o crime, contra a droga, contra tudo o que o mundo vai colocar lá fora.
Tabata Amaral: Porém, o dia de hoje não é mais sobre dados, não é sobre impacto financeiro, mas sobre uma escolha que cada um e cada uma vai ter que fazer quando registrar o seu voto, se vai dar esse voto de confiança pelas famílias brasileiras, pelas crianças, pela primeira infância, se vai dar esse voto pelas mulheres ou se vai se guiar por aquilo que viu até aqui e pelos seus preconceitos.
Tabata Amaral: Cinco dias, 15 dias, 20 dias... Presidente, o que estamos pedindo aqui, 30 dias, numa construção de consenso, é o mínimo para que essa família possa se estabilizar, e não é à toa que estamos juntos, mulheres de esquerda e de direita e sociedade civil, com o nosso Relator Pedro Campos, com a nossa Líder Jack Rocha, para dizer que essa pauta é de todos nós.
