Tabata Amaral: O que guia a nossa luta, a nossa política do dia a dia é essa percepção que guia a minha teimosia, da qual vocês são testemunhas.
Tabata Amaral: E, de todas as minhas teimosias, de todas as nossas lutas, uma das que mais me movem é remover, uma por uma, as barreiras que as mulheres enfrentam todos os dias e que muitos fingem não ver.
Olhando para a minha trajetória nesta Câmara, junto com a nossa bancada feminina, eu falo com muito orgulho dos avanços que já tivemos: absorvente garantido para que nenhuma menina pobre perca aula; licença-paternidade ampliada, porque cuidar de um filho recém-nascido não é um favor que o pai faz, é um direito e uma obrigação dos dois; mulheres nos conselhos de algumas das maiores empresas deste País, porque competência não tem gênero, não tem sexo, e já passou da hora de o poder no Brasil aprender isso; e a Lei Mulheres na História, que coloca a trajetória e o olhar das mulheres nos currículos das nossas escolas.
Tabata Amaral: Menina que não se encontra no livro acha que aquele mundo não é para ela.
Tabata Amaral: E não fazemos isso por privilégio, fazemos por reparação e por inteligência coletiva.
