Tabata Amaral: sim, no Brasil... Esse racismo é tão antigo e é tão arraigado, que sim, é muito mais provável que alguém que tenha nascido pobre, que tenha enfrentado o que eu vivi, seja negro.
Tabata Amaral: Mas vou além.
Eu também reconheço que por ter nascido branca, eu tive muito mais oportunidade, provavelmente, estatisticamente, do que eu teria se eu tivesse nascido negra.
Tabata Amaral: E eu quero separar essas duas coisas porque elas me trazem reflexões diferentes.
Tabata Amaral: Aqui... É entender, se eu tive privilégio e tenho por ser branca, é meu trabalho, é minha missão, aprender sobre isso e lutar todos os dias para reverter isso.
