Marcos Rogério: A PEC 22, de 2025, trata de um ponto básico: não se pune o caminhoneiro por não fazer o que o Estado não foi capaz de fazer e entregar.
Marcos Rogério: Todos nós defendemos o descanso obrigatório. Isso representa, significa segurança para todos – para o caminhoneiro e para os usuários da rodovia –, mas a realidade das rodovias brasileiras é uma realidade totalmente diferente daquele mundo abstrato que o Poder Executivo e, às vezes – muitas vezes–, até o próprio Legislativo fazem.
A realidade das rodovias brasileiras é a de que não existe essa infraestrutura adequada para a parada e o descanso.
Marcos Rogério: E, mesmo assim, hoje, o motorista é autuado, é multado.
Marcos Rogério: Isso é simplesmente inverter a lógica: cobra-se do trabalhador o que o poder público não foi capaz de entregar.